É aceitavel usar manipulação nas vendas?

É aceitavel usar manipulação nas vendas?

Começar um negócio próprio implica em, eventualmente, conhecer e se tornar apto a desempenhar uma porção de funções que você, talvez, nunca tenha se imaginado desempenhando.

 

E arrisco a dizer que, quando se trata de um negócio digital, a intensidade e a quantidade dessas funções que aparecem para desenvolvermos, se tornam ainda maiores.

 

Escritor, diretor, editor, programador, social media, contador, administrador, economista, consultor, vendedor, professor e diversos outros papéis, além é claro, do especialista naquilo que você realmente é, são apenas alguns dos papéis que aprendemos a gerir, especialmente, quando estamos começando.

 

Com o passar do tempo — e talvez você até já se encontre nesse patamar — entendemos a necessidade de delegar aquilo que descobrimos não ser exatamente nosso maior talento, ou ainda, aquilo que exige tempo e dedicação que poderíamos investir em tarefas que realmente só podem ser executadas por nós.

 

Entretanto, ter um empreendimento digital, implica em jamais delegar completamente uma exclusiva atividade – aquela na qual nem todos nos sentimos preparados ou confortáveis em exercer – a de vender o produto que você criou.

 

Isso mesmo. Talvez você já tenha trabalhado como vendedor em algum ponto da sua vida, mas o fato é que, a maioria de nós, nunca precisou estar cara a cara com seu consumidor final com a missão de fazer acredita-lo que temos a solução para alguma de suas dores ou problemas.


Conheço muitas pessoas que se sentem péssimas só ao imaginar em vender algo. Esse é um mindset que precisamos exterminar.

Ainda assim, sentir-se desconfortável ao vender, é bastante compreensível, devido a crença que temos, consciente ou inconsciente, de que o vendedor é aquela pessoa que está ali para te manipular e tirar seu dinheiro, a qualquer custo.

 

E se você está se empenhando em construir um curso online e tem o desejo, e acima de tudo, a meta e objetivo de viver disso, desapegue desse conceito, assista ao vídeo abaixo, e continue lendo até o final, para entender como pode tornar essa atividade mais aprazível e natural para você.

Bom, pode ser que você esteja se perguntando: "Mas Priscila, o que vender tem a ver com a construção de cursos online?"

 

E eu te digo que absolutamente tudo!

 

Ou você realmente espera criar um curso top master das galáxias para apenas deixa-lo guardado na gaveta?

 

É claro que não!

 

Então vamos lá.

 

Primeiramente, quero que você entenda que eu acredito que existe uma diferença entre manipulação e persuasão. Uma linha tênue na verdade, que muitos ultrapassam sem perceber, mas que ainda assim, está lá.

 

Imagine que seu cliente precisa caminhar de X a Y, onde X é o ponto em que ele se encontra agora e Y o ponto onde ele pode chegar – que é relevante e fará grande diferença na vida dele.

 

Você é como um guia para auxilia-lo a atravessar esse caminho. Então existem duas opções que você pode mostrar a ele.

 

Opção n°1

Você ignora qualquer informação a respeito dessa pessoa. Apenas considera que VOCÊ precisa que ela chegue até o ponto Y e para isso irá usar de artifícios que a convencerão, induzindo-a a acreditar que sem estar lá, ela não será ninguém, não terá condições para nada, e sequer imaginar ficar fora desse hipotético Y representa a perdição para qualquer plano futuro que ela tenha.

 

Isso representa a MANIPULAÇÃO. Pode parecer um pouco forçado, mas será que é mesmo?

 

Esqueça por segundos a sua posição de empreendedor e coloque-se simplesmente como consumidor. Quantas vezes você já passou por essa exata situação? Aposto que inúmeras. E aposto também, que não se sentiu nada satisfeito com isso.

 

Opção nº2

Você conhece, mesmo que substancialmente, a pessoa do outro lado. Dedicou-se a fazer pesquisas sobre ela. Entende como ela pensa, o que precisa, e acima de tudo, tem a convicção de que o seu curso, pode fazê-la expandir do ponto X, para qualquer outro lugar que ela quiser, e isso porque você conhece e confia na qualidade do produto que se dedicou a desenvolver.

 

Então você não irá amarra-la a inúmeros gatilhos mentais, simplesmente para garantir uma venda que pode facilmente ser desfeita no futuro. Você irá respeitar essa pessoa, e irá conduzi-la através de um caminho – do X ao Y - onde possa mostrar o porquê você é a pessoa indicada para estar ao lado dela, juntamente com o seu curso que realmente é capaz de proporcionar experiência e transformação.

 

Isso se chama persuasão.

 

Você consegue notar a diferença? Me diga se sim ou não nos comentários, e aproveite para compartilhar sua opinião sobre isso.

 

O fato é que, ao colocar dessa maneira, voltamos a um ponto crítico, que falta nos empreendimentos digitais brasileiros, o que eu já abordei algumas vezes anteriormente: a empatia nos negócios. Desde a hora da produção de um simples conteúdo até o ápice, como o momento de um lançamento.

 

Nós precisamos nos lembrar, constantemente, que nosso cliente ideal, é uma pessoa como nós, com dores e expectativas, e devemos nos colocar no lugar deles sempre que estiver produzindo qualquer coisa que se destine a eles.

 

Meu propósito com o texto de hoje é que você se sinta confortável para avaliar como tem agido ao programar suas vendas, e ponderar se está fazendo realmente o que é ideal para o seu negócio, dentro dos parâmetros que dentre em breve o mercado brasileiro estará exigindo (se você acompanhou meus vídeos de lançamento da Academia de Cursos Online, sabe exatamente do que estou falando).


Originalidade é a palavra chave de hoje.

Você pode usar gatilhos mentais. Você pode persuadir. Desde que faça isso com consciência, após ter um conhecimento considerável de seu público alvo e cliente ideal, e entender o que realmente pode funcionar com eles—e com a segurança de que o seu curso realmente oferece qualidade e transformação—ao invés de sair disparando manipulação por ai, sem entender direito onde poderá chegar.

 

Para finalizar, você sabia que a persuasão, especialmente dentro do marketing digital, não surgiu do nada?

 

Os seis princípios que utilizamos avidamente dentro de nosso segmento, muitas vezes de forma desnecessária ou incorreta (reciprocidade, escassez, autoridade, consistência, conexão e prova social) surgiram de estudos realizados durante mais de 30 anos pelo PhD. Robert Cialdini, autor, dentre muitos outros, do livro As Armas da Persuasão.

 

Fica aqui a dica para que você possa se inteirar mais sobre o assunto e investir nisso de forma apropriada dentro do seu negócio! ;)



Por hoje é isso! Estou curiosa para saber se você concorda ou não com o que foi falado hoje, e para descobrir até que ponto você está familiarizado com as técnicas de persuasão, ou como acredita ser válido proceder nas vendas de seu negócio. Me deixe saber nos comentários!

 

E nos vemos na próxima semana!

 

Abraços

Priscila



Conteúdo é mesmo rei?

Conteúdo é mesmo rei?

Quais seus objetivos e metas para o próximo ano?

Quais seus objetivos e metas para o próximo ano?