Você está falando "humanês" com sua audiência?

Você está falando "humanês" com sua audiência?

Entendendo o Humanês

Você está falando a língua da sua audiência? Seus potenciais clientes já sabem exatamente como você ou seu produto pode ser útil, e até mesmo indispensável na vida deles? Você realmente conhece as pessoas que te seguem?

 

Essas são perguntas que devemos fazer para identificar se já estamos fluentes — ou ao menos trabalhando para isso — no principal idioma do empreendedorismo: o Humanês.

 

Ao contrário do Português, que é uma das várias línguas românicas originadas do Latim, o Humanês é uma língua de origem 100%... adivinhe, adivinhe... HUMANA!

 

Isso significa que fluência no Humanês só é possível quando exercitamos a compreensão "do outro" (este "outro" sendo aquele com que você está se comunicando ou querendo se comunicar). 

 

E o que o Humanês faz de diferente de outros idiomas que vemos por aí (sim, porque caso não tenha notado ainda, o que não falta neste mundo digital são idiomas dos mais variados, e a maioria das vezes eles não conectam conosco porque o comunicador em questão resolve falar uma língua que não tem nada a ver com a nossa) é exatamente aplicar a empatia total no mundo dos negócios.

 

Mas atenção! Existe uma diferença entre conhecer seu cliente ideal e falar Humanês com a sua audiência. Entender seu cliente ideal te possibilita criar um produto ou serviço adequado para a dor dele, algo que o leve a uma profunda ou necessária transformação.


Falar o Humanês é se conectar com sua audiência de forma profunda (seja em seu blog, e-mails, posts nas redes sociais ou vídeo de vendas) e dar acesso ao que você faz e tem para oferecer de forma autêntica, com empatia ao extremo.

Ambos são fatores essenciais, que devem atuar em conjunto para favorecer a sustentabilidade de seu negócio. Lembre-se que o cliente é a razão de um negócio existir. É a transformação e a satisfação dele, que possibilitarão ao seu empreendimento ser sustentável e escalável.

 

E isso será possível, se você falar para ele e com ele. Em outras palavras, é necessário se colocar no lugar do outro constantemente—ser empático para criar as condições que levarão sua marca ao próximo nível.

 

Confesso que só agora estou começando realmente a entender o que é o Humanês. Eu achava que sabia. Achava que falava com a minha audiência da forma certa. Afinal, tenho os emails e mensagens de vários seguidores para "comprovar" que eles estavam me entendendo.

 

Porém, o que descobri nos últimos 3 meses é que... não. Já viu uma criança pequena, que ainda fala errado ou embaralha a pronúncia porque ainda está aprendendo, ficar extremamente irritada porque um adulto ou criança mais velha não conseguia entender o que ela tentava comunicar enquanto ela o fazia com muita vontade e expressividade?

 

Pois é. Com um filho de 4 anos, eu passo por essa experiência quase que diariamente. Geralmente, preciso que ele repita a mesma coisa algumas vezes, ou que seu irmão mais velho ajude a compreender e fazer a tradução para mim.

 

Às vezes, nós dois rimos. Em outras ocasiões, ambos ficamos frustrados — eu por não entender, e ele por ver que não está se fazendo entender como queria. Nesses caso, tudo sempre acaba bem de qualquer forma porque somos mãe e filho. Existe amor e, da minha parte, comprometimento.

 

Agora, nos nossos negócios, a história é outra. Existe competição lá fora. Se você fala na língua errada com a sua audiência, eles simplesmente vão parar de te ouvir em busca de outra pessoa que fale o mesmo idioma que eles. Em outras palavras, ERRAR no idioma tem um custo alto e real.


Já dizia o sábio George Bernard Shaw que:
”O maior problema na comunicação é a ilusão de que ela tenha acontecido.”

Hoje, pode significar a perda de uma venda. Amanhã, pode significar um lançamento sem resultados. E daqui 6 meses ou 1 ano, pode significar o seu negócio estar quebrando e você acabando desiludido pensando que essa de empreender no mundo digital é furada e "tendo que se conformar" que precisa ter um emprego normal mesmo.

 

E é por isso que estou aqui hoje, para compartilhar com você este vídeo:

Agora que você compreendeu o que é Humanês e sabe como ele pode fazer a diferença em seus negócios, que tal conhecer o que diferencia o empreendedor empático dos demais empreendedores, e colocar isso em prática em seu dia a dia?

 

 

Três hábitos dos empreendedores empáticos

Empatia é — resumidamente — a habilidade de se colocar no lugar do outro, sem julgamentos ou preconceitos. É visualizar o mundo e as situações através da perspectiva da outra pessoa e assim, compreende-la melhor.

 

Exercitar a empatia nos transforma em pessoas melhores, e enquanto empreendedores, podemos utiliza-la para entrar no mundo do nosso público alvo, e passar a produzir produtos e conteúdos a partir do ponto de vista e necessidade do cliente, e não mais da nossa, ou daquilo que pensamos que a pessoa possa querer ou precisar.

 

Listei abaixo três atitudes que podem auxilia-lo a criar e expandir sua habilidade de empreendedor empático.

 

1. Cultivar a curiosidade pelo desconhecido

Se gostar de conhecer coisas novas pode nos proporcionar experiências bem interessantes, o mesmo acontece ao cultivarmos a curiosidade por pessoas desconhecidas. Promova conversas com sua audiência e esteja realmente disposto a conhecer detalhes sobre essas pessoas.

 

Esqueça por instantes os fatores genéricos como grupo social, idade, gênero, entre outros. Você não quer, nesse momento, especificações sobre um “avatar” ou “persona”.

 

Você quer saber quem é de fato a pessoa do outro lado da tela — quais são seus anseios, visões e pensamentos. Posts ou enquetes em redes sociais são uma boa maneira de iniciar essas conversas.

 

Para aqueles que já adquiriram seu produto, crie um e-mail especial, ou mesmo uma postagem na comunidade para membros de seu curso, e facilite esse diálogo mais aberto e intenso.

 

Reserve um tempo semanal ou quinzenal para isso e lembre-se que cultivar a curiosidade exige tempo e foco, e está muito além de iniciar bate-papos superficiais.

 

2. Experimentar a vida da outra pessoa

Você conhece George Orwell? Este é o pseudônimo de Eric Blair, um renomado escritor britânico do século XX. Em certa altura de sua vida, ele passou a frequentar as favelas de Londres, e resolveu levar a experiência a sério, ao se mudar para lá e viver exatamente como as pessoas de lá viviam.

 

Essa experiência foi registrada em um ensaio. The Spike, e também em partes de seu primeiro livro publicado Down and Out in Paris and London.

 

Eric poderia simplesmente ter observado a vida daquela população tão distante de sua realidade para escrever seu livro. Ao invés disso, ele preferiu viver e sentir todas as mazelas de uma classe social completamente oposta a sua, para entender de fato, a vida que levavam. Um caso de expressão literal de empatia.

 

Você não precisa chegar às últimas consequências, como Blair fez (até porque, ao empreender digitalmente atingimos pessoas de todos os lugares, o que tornaria esse experimento bem inviável - heheheh). Ainda assim, pode empregar alternativas que te ajudem a estar—virtualmente—na vida "do outro."

 

Um exemplo desse exercício é redigir um texto como se fosse o seu cliente, inserindo as informações que você pensa que sabe sobre ele. Após promover diálogos como os sugeridos no item anterior, escreva um novo texto com aquilo que você descobriu ou confirmou sobre ele.

 

Compare os textos, avalie a evolução das informações que captou, e sistematize de que maneira você pode utilizar essa nova perspectiva para melhorar seu produto ou sua comunicação com sua audiência.

 

3. Entregar mais do que o esperado

Isso mesmo! Ir além das expectativas de seus clientes ou de sua audiência, também é uma forma de empregar a empatia empreendedora.

 

Entregar mais do que o esperado, seja em conteúdos gratuitos ou dentro do seu curso online, demonstra que você se interessa e está engajado em efetivar transformações na vida do seu público, além de gerar uma relação de confiança entre vocês.

 

Escute abertamente, busque desenvolver a empatia em seu dia a dia e aplique o Humanês para criar a melhor conexão possível com sua audiência e clientes.

 

Bill McDermott, CEO da SAP, disse recentemente que empatia é a chave para a revolução dos negócios. E sendo assim, digo que devemos exercita-la o quanto antes!



Você tem mais uma sugestão sobre como utilizar a empatia no empreendedorismo? Me conte nos comentários abaixo, vou adorar saber. E não se esqueça de compartilhar esse artigo com pessoas que você sabe que podem se beneficiar do assunto! ;)

 

Te vejo na próxima semana!

Priscila



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