Ladrão de tempo ou vida: será que você é um desses?

Ladrão de tempo ou vida: será que você é um desses?

Será que você se encaixa no perfil de ladrão de tempo? Posso dizer que eu já me encaixei nesse perfil e agora estou tentando me redimir.


Mas primeiro, vamos entender como isso funciona?
 

Há muitos anos, um dos meus grandes mentores fez uma postagem mencionando o quanto detestava quando as pessoas estavam atrasadas para seus compromissos, ou quando uma pessoa tinha essa característica.
 

O que faz sentido, pois ele é uma pessoa pontual, que sempre chega nos lugares com pelo menos cinco minutos de antecedência para não fazer ninguém esperar.
 

Ele também explicou que não gostava disso pela seguinte razão: quando você tem um conflito com alguém, por exemplo, dá para buscar uma solução, fazer as pazes.


Se alguém te rouba um carro ou um bem, você pode trabalhar por aquilo novamente e recuperar, procurar a polícia ou recorrer ao seguro, caso você tenha um.


A única coisa que a gente de fato não recupera mais, é o tempo. O minuto que ficou lá atrás, ficou, não vai voltar.


Logo, ele concluiu que pessoas que estão sempre atrasadas, estão roubando quem as espera. São ladrões de tempo.


Aqui nos Estados Unidos existe uma cultura de pontualidade e muitas pessoas são extremamente rígidas com isso.


Eu, pelo contrário, nasci no Brasil e aprendi que chegar muito cedo nos lugares te fazia ser taxado como arroz de festa (ainda faz? Não tenho certeza, rs) então sempre falava que chegar com uns cinco minutos de atraso ou 10 estava bom…


E quando li essa postagem do meu mentor, tive um daqueles momentos A-ha! Pois fiquei pensando não só em nossos compromissos e horas marcadas, mas também nos nossos negócios, serviços e nas promessas que fazemos.

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E entre esse momento a-ha e o pensamento de que pontualidade é fundamental, me atrevi a ir um pouco mais longe e dizer que, se você está roubando o tempo de uma pessoa, está também roubando a vida dela, porque nossa vida nada mais é do que tempo.


E eventualmente esse tempo acaba.


Certa vez comprei um curso aqui nos Estados Unidos, no valor de 10 mil dólares e me dediquei durante um bom tempo ao estudo dele. O curso tinha uma política de não devolução do seu dinheiro e o marketing deles foi de extrema qualidade, então acreditei que o produto valia cada centavo do que estava pagando.


Depois de um certo tempo, descobri que o produto era uma grande fraude. Daria até para fazer um filme sobre.


Enquanto estive no curso, acreditando que era um curso de verdade, investi tempo e esforço, além do dinheiro. Foram quatro meses investindo horas naquele conteúdo e quando descobri que aquilo tudo era uma grande farsa eu pensei, poxa vida, e agora?


O que eu faço com esse tempo todo que perdi, o dinheiro que tentei recuperar e não consegui? Esse tempo eu nunca vou ganhar de volta.


Poderia ter passado com minha família, meus amigos ou fazer qualquer coisa mais útil, porém, nada pode me ressarcir.


Reconheço que esse foi um caso extremo que presenciei, mas a história é um excelente exemplo de como a atitude de roubar a vida de alguém pode repercutir negativamente para ambos lados.


Seja consciente em como você gasta seu tempo e também, quando estiver no exercício da sua atividade ou sempre que alguém confia em você o suficiente para comprar seu produto.


Lembre-se: você é responsável por como aquela pessoa vai gastar o tempo dela.


Por isso a qualidade do conteúdo do seu curso é extremamente importante. Ainda que seu cliente não tenha um padrão alto para comparar nesse quesito, o tempo dele vale muito a pena.


Qual o seu compromisso e a sua visão das pessoas com relação ao tempo? Pense no contexto do que acabou de ler, será que você alguma vez já foi um ladrão de vida das pessoas a sua volta?


Talvez, por fazer elas esperarem, ou talvez  por não ter entregado um curso ou um produto que valessem o máximo do tempo que elas te deram?


Seja honesto ou honesta consigo por aí e se for o caso, penso no que pode fazer de diferente para evitar ou não permitir que isso aconteça mais.


Isso sem dúvidas, é um investimento a médio prazo que vai influenciar diretamente na qualidade daquilo que você oferece.


E só coisas boas podem acontecer disso, concorda?


Abraços,

Priscila



Você tem coragem de fazer o que precisa?

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Quais desculpas você tem se dado?

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