Quais perguntas nada confortáveis você deve se fazer

Com certeza você alguma vez já se pegou dizendo "se olha no espelho", "olha pro seu próprio umbigo", ou alguma variável dessas máximas que remetes a auto-reflexão.

 

Está tudo muito bem trazer esse tipo de lembrete à tona quanto o problema parece estar com O OUTRO, mas e quando o problema é unicamente nosso? Será que temos sempre a coragem de enfrentar a realidade de cara e fazer o que é necessário para mudar o jogo?

 

Essa pergunta só cabe a cada um responder. Mas, da minha parte, sei que a resposta não é sempre "sim." Como qualquer ser humano falho, também tenho meus momentos de fraqueza e de achar que é mais fácil "empurrar com a barriga", "tapar o sol com a peneira", e não fazer o esforço para mudar. 

 

Porque a verdade é que mudar dói. Mesmo quando as mudanças são para a melhor, o processo de mudança naturalmente exige crescimento, e isso nos tira da nossa zona de conforto e muitas vezes requer que deixemos de lado velhas crenças, atitudes, hábitos e até pessoas que usávamos como muleta antes. 


Isso significa que, porque mudar dói, muitas vezes só escolhemos essa dor quando a dor de permanecer onde estamos — ou do jeito que estamos — é muito maior do que a dor do desconhecido.

Semana passada, falei sobre a importância de não esmorecer perante as dificuldades da vida empreendedora e ilustrei algumas situações as quais todos estamos sujeitos a passar enquanto empreendemos digitalmente.

 

Hoje dou sequencia a esse assunto, abordando pontos relevantes para os momentos em que já estamos cara a cara com esses desafios.

 

Lembre-se que para reverter qualquer situação desafiadora que atravessamos, é importante focar em nosso PORQUE, aquilo que nos motiva e nos dá combustível para atravessar obstáculos—se o PORQUE não está claro, ou não for forte o suficiente, temos mais chances de abandonar qualquer iniciativa com muita facilidade.

 

Tendo isso em mente, encontrar as respostas e soluções adequadas para um desafio empreendedor exige também que façamos as perguntas apropriadas, nem sempre confortáveis de serem respondidas.

 

Especialmente quando a situação exige que sejamos honestos conosco mesmos.

 

Assista ao vídeo abaixo para conhecer as perguntas nada confortáveis que você deve se fazer, antes de continuar lendo este artigo!

Você está se auto-sabotando?

Ficar paralisado por medos que criamos em nossa mente é mais comum do que se espera na vida empreendedora.

 

“Será que vai dar certo?” “Será que tal plataforma vai funcionar?” “Será que essa estratégia é garantida?” “Será que devo investir X ou Y?” “E se der errado?” "E se eu tiver prejuízo?” “E se eu falhar?”

 

São tantos ‘e se?’ e tantos ‘será?’ que ficaria extenso fazer uma lista.

 

Pois bem, saiba que ter medos, receios ou insegurança é normal. E em alguns momentos, até saudável. O que não é saudável é deixar de agir, por conta de dúvidas que nos assombram, sem base em dados ou fatos reais. Se isso soa familiar para você, cuidado, pois pode estar se auto sabotando — e isso requer uma mudança urgente de Mindset!

 

Listei abaixo dois tipos de medo sabotadores de resultados positivos que aparecem com frequência quando fazemos de forma honesta as perguntas nada confortáveis mencionadas no vídeo acima.

 

1) Medo do sucesso

Se isso lhe parece loucura, acredite, esse mindset é mais comum do que imaginamos. Isso porque muitas pessoas, inconscientemente, entendem que ter sucesso é egoísta, pois pode envaidecer e inflar o ego.

 

De fato, ter sucesso em algo traz notoriedade, algumas vezes fama e, sem dúvida, aumenta o nível de responsabilidade e liderança que devemos exercer.

 

O sucesso cria uma expectativa gigantesca sobre a pessoa que o obtém e, por isso, muitas vezes nos auto-sabotamos para não precisar encarar toda essa carga e também o fato de que devemos trabalhar ainda mais para manter ou elevar o sucesso obtido.

 

Então, você paralisa diante de algumas situações, pois essa é a única maneira de evitar o sucesso e aquilo que o acompanha.

 

Comumente esse mindset pertence a pessoas que não só se preocupam muito com o próximo, e querem sempre fazer algo que eleve a vida de outras pessoas (o que é um pensamento fantástico), mas também que àquelas que se perguntam "quem sou eu para conseguir ou fazer X, Y, Z?".

 

E eu te pergunto: quem é você para NÃO conseguir ou fazer o que seu coração te diz ser possível?

 

Além disso, aqui fica um pensamento: a maneira mais eficaz de transformar a vida de outros, é transformando a sua própria, incluindo ser bem sucedido — o que te trará, entre outras coisas, a experiência e os frutos materiais que possibilitam escalar suas ações, atingindo beneficamente muito mais pessoas do que você pode atingir se simplesmente deixar sua ideia empreendedora para outro momento.

 

2) Medo do fracasso

Em algumas situações, você pode se sentir humilhado por não ter atingido os resultados que esperava ou que outros estão atingindo e acabar ficando paralisado diante de outras situações ou desafios.

 

Afinal, se não tentar, não poderá fracassar, certo?

 

ERRADO!

 

Empreender não é uma competição de quem sabe mais ou de quem faz melhor. Empreender é essencialmente transformar a sua vida através da transformação que você causa na vida de outras pessoas.

 

Ainda assim, se essas transformações não ocorrem da maneira ou na velocidade que gostaria, não quer dizer que você fracassou, apenas que conheceu uma maneira de não fazer aquilo (se acompanhou minha Live no Facebook essa semana, sabe exatamente do que estou falando!).

 

Reavaliar, reprogramar e reagir, são atitudes extremamente válidas nesse caso. O que não podemos, realmente, é simplesmente desistir e deixar de agir, vestindo assim esse tão temido fracasso.

 

Lembre-se: qualquer decisão ou ação que você tome dentro do seu empreendimento, é completamente REVERSÍVEL! Isso mesmo. Você pode testar um caminho, ver que ele não se adequa aos seus objetivos e retornar seguindo por um caminho completamente diferente.


Experimentar e não ter os resultados esperados é saudável, necessário e faz parte do caminho para o sucesso.

Além dos “medos empreendedores” que enfrentamos, existem outras formas de auto sabotagem, as quais devemos ficar atentos e evitar, tais como:

  • Fazer as coisas de qualquer maneira;
  • Estar sempre começando algo e não terminar o que foi começado anteriormente;
  • Não dar atenção a detalhes que fazem a diferença – sejam os detalhes da nossa rotina empreendedora, ou das relações com parceiros, equipe e especialmente com nossos clientes;
  • Mudar de ideia com frequência, sem zelar pela avaliação das estratégias e resultados antes;
  • Planejar, mas não se preocupar em atingir os objetivos do planejamento;
  • Não planejar nada!

 

Compartilhe comigo nos comentários se o artigo de hoje fez sentido e qual dica você daria para auxiliar quem também deseja superar seus próprios desafios!

 

Faça uma auto avaliação honesta, especialmente em momentos de crise, e entenda:

  • Com o que você está tendo dificuldades nesse momento?
  • Quais são os seus medos?
  • O que está realmente te paralisando?
  • Como você vai se sentir quando chegar exatamente onde espera/deseja?


E não se esqueça de analisar suas respostas, para concluir se tem ou não se auto sabotado e de que maneira pode reverter isso para atingir o próximo nível de sucesso que você merece!

 

Abraços e até semana que vem!

Priscila